Principalidade dos bancos e o novo mapa da escolha financeira no Brasil é novo tema de estudo da Bridge Research.

Um novo estudo conduzido pela Bridge Research, member da HSR Specialist Researchers, revelou como os brasileiros escolhem seu banco principal em um momento de intensa transformação do setor financeiro. Embora os bancos digitais avancem rapidamente e já concentrem a principalidade de 28% de seus usuários, contra 20% entre os tradicionais, a pesquisa mostra que a confiança ainda é o fator determinante dessa escolha. Para 72% dos clientes que mantêm bancos tradicionais como principal, a existência de agência física é muito importante e 19% citam o atendimento presencial como elemento decisivo.

Entre os usuários de bancos digitais, o movimento é outro: praticidade (31%) e economia de tempo (10%) são os principais motivos de escolha. Essa dualidade (segurança física versus fluidez digital) revela um consumidor que busca, ao mesmo tempo, solidez institucional e autonomia nas transações cotidianas. Segundo o estudo, o modelo ideal é híbrido: um banco que una a robustez do físico com a eficiência do digital, sem fricções.

Para Renato Trindade, CEO da HSR e sócio da Bridge Research, esse comportamento traduz com precisão o momento atual do mercado. “O brasileiro navega entre dois valores essenciais ao escolher seu banco: a confiabilidade dos tradicionais e a agilidade dos digitais. Enquanto os primeiros ainda são referência em segurança e resolução de questões complexas, os digitais ganham espaço com soluções que economizam tempo e colocam o controle na mão do usuário.”

A pesquisa também revelou uma mudança relevante na percepção de inovação. Para o cliente, inovação não está ligada a fórmulas futuristas, mas a soluções práticas que facilitam o dia a dia: rapidez na aprovação de produtos e serviços (60%), segurança tecnológica (45%), ferramentas de gestão financeira e integração com plataformas de investimento. Apenas 19% citam inteligência artificial como diferencial indicando que, para o consumidor, a verdadeira inovação ainda está em funcionalidades concretas e compreensíveis.

Por fim, o estudo aponta um cenário de alta mobilidade: 19% dos brasileiros consideram altamente provável trocar de banco principal nos próximos 12 meses, mesmo entre quem se declara satisfeito com a instituição atual. Educação financeira, segurança sem fricção e experiências híbridas surgem como requisitos para manter relevância. Como resume Trindade, captar a maioria dos negócios do cliente exigirá entregar experiências completas: conveniência digital, atendimento humano qualificado e proteção constante.

Saiba mais sobre o estudo em entrevista exclusiva para o Portal BM&C: Bancos digitais ganham espaço, mas brasileiros confiam mais nos tradicionais, aponta pesquisa