Dayane Franco, da Bridge Research, assina artigo no PropMark sobre inteligência de marca no setor financeiro
Dayane Franco, sócia-diretora da Bridge Research, empresa da HSR Specialist Researchers, assinou o artigo “Brand intelligence e a construção de valor no setor financeiro”, publicado com exclusividade no PropMark. No texto, a especialista analisa como a transformação do mercado financeiro tornou insuficiente avaliar a força das marcas apenas por indicadores de reconhecimento e presença.
A digitalização ampliou o acesso aos serviços, aproximou as ofertas de bancos tradicionais, digitais e fintechs e reduziu parte das diferenças funcionais entre os concorrentes. Nesse ambiente, a disputa deixa de acontecer somente em torno de produtos, portfólio ou tecnologia e passa a envolver confiança, relevância e legitimidade. O desafio das instituições é compreender como são percebidas e transformar essas percepções em inteligência para decisões de negócio.
Dayane apresenta a importância da brand intelligence, abordagem que utiliza dados para identificar, mensurar e interpretar atributos subjetivos como autenticidade, prestígio e confiança. O artigo também recupera resultados do Building Trust Index (BTI), estudo da HSR realizado com mais de 4.500 consumidores e 193 marcas, segundo o qual 98% dos brasileiros consideram a confiança importante na escolha de uma marca. Bancos e cartões aparecem entre as categorias de maior risco percebido, nas quais falhas podem comprometer diretamente o patrimônio das pessoas. Para saber mais sobre o BTI, fale com nossos especialistas escrevendo para myspecialist@hsr.com.vc
Autenticidade
Outro estudo, conduzido pela Bridge Research e a HSR analisou 24 marcas entre bancos tradicionais e digitais. A pesquisa revelou que 35% da força de uma marca é explicada por indicadores de imagem, dimensões que as métricas convencionais de awareness não conseguem capturar. No setor financeiro, a autenticidade responde por 40% da força das marcas, superando tecnologia, inovação e portfólio como principal fator de diferenciação.
Os resultados mostram que bancos tradicionais e digitais podem construir autenticidade por caminhos diferentes. Enquanto os primeiros tendem a se apoiar no legado, na solidez e na coerência histórica, os digitais encontram força na inovação, na proximidade e no acesso. Em ambos os casos, porém, a confiança depende da consistência entre promessa, experiência e entrega. A reflexão proposta por Dayane reforça uma mudança relevante para a gestão de marcas: em mercados com ofertas cada vez mais comparáveis, a vantagem competitiva não está apenas no que uma empresa oferece, mas no significado que consegue sustentar para seus consumidores.
